A sustentabilidade territorial precisa de ser vista de modo sistémico. Tornou-se evidente que abordagens redutoras não permitem a perceção adequada que promova as intervenções necessárias a uma funcionalidade otimizada concomitante com a salvaguarda e qualificação dos territórios. Tendo presente que o Turismo se tornou parte integrante da vida social, do empreendedorismo, do planeamento e ordenamento do território na contemporaneidade, importa perceber como as relações entre território e turismo se podem conjugar para dar qualidade ao modo como vamos viver o nosso futuro. A problemática da transição para a sustentabilidade tem influenciado a evolução do estado da arte da Geografia do Turismo e conduzido, em termos de enfoque, à emergência de novas temáticas. Entre estas sobressai a necessidade de um planeamento mais democrático e participativo, assim como a integração de metamorfoses dos lugares resultantes da exposição a vários tipos de riscos. Tendo por base estes pressupostos, o presente eixo temático alicerça-se em abordagens teóricas e empíricas ligadas às rápidas alterações que têm ocorrido nos lugares decorrentes da atividade turística, nos impactes (e.g., económicos, socioculturais, ambientais e simbólicos) que têm vindo a contribuir para a recriação dos lugares, para a valorização de recursos e produtos turísticos locais, assumindo a sustentabilidade como conceito incontornável, responsável pela alteração do perfil dos turistas, pela diferente perceção e modo de participação dos residentes e dos atores políticos e sociais, e pela integração das alterações climáticas na estratégia e planeamento das intervenções turísticas, que têm vindo a definir objetivos e processos associados ao Turismo.